O arbítrio cresce com nossa omissão – Estudantes algemados no Estado de Tocantins

Muitos de vocês devem ter visto a notícia de que a desocupação de escola na cidade de Miracema de Tocantins resultou em estudantes universitários e adolescentes algemados. A ordem de desocupar e algemar os estudantes teria partido de Promotor do Ministério Público daquele estado do norte do país. Estou convencido que o avanço do arbítrio fantasiado de legalidade se refreia ou avança conforme nosso grau de mobilização ou omissão. Tomado de indignação cidadã escrevi para a Ouvidoria do Ministério Público do Estado do Tocantins. Segue o endereço da ouvidoria e meu texto para quem quiser se inspirar e provocar também uma resposta daquele Ministério Público. Ao final, publico também o link para uma das notícias sobre a desocupação da escola e prisão de estudantes com o agravo do uso de algemas em adolescentes. O canal da Ouvidoria é o seguinte:
https://athenas.mpto.mp.br/athenas/ouvidoria/from_/

Abaixo o meu texto, caso alguém queira nele se inspirar.

“Exmo Sr. Ouvidor Dr. Alcir Raineri Filho, da Ouvidoria do Ministério Público do Estado do Tocantins, o Brasil acompanhou com perplexidade notícias veiculadas na grade imprensa de que estudantes da Universidade do Tocantins e adolescentes de escola pública da cidade de Miracema do Tocantins foram conduzidos à delegacia de polícia e que dois adolescentes foram algemados em ordem de desocupação de escola. As fotos de uma estudante maior de 18 anos e um adolescente algemados circulam na internet e causam indignação. A ordem da desocupação e do uso das algemas, segundo noticiado, teria partido do Promotor de Justiça do Estado do Tocantins, Vilmar Ferreira de Oliveira. Na condição de professor universitário e cidadão brasileiro gostaria de ter os devidos esclarecimentos sobre a conduta do uso de algemas em adolescentes que a muitos pareceu abusiva. O Brasil vive um momento difícil de sua recente e frágil Democracia. Gostaríamos também de ter a garantia de que o Ministério Público age de forma serena e inquestionável na busca das garantia de direitos e não concorre para a fragilização do estado democrático de direito.
Aguardo, então, o solicitado esclarecimento.
Atenciosamente, Paulo Carrano
Professor Universitário, residente na Cidade de Niterói – Rio de Janeiro.”

PM desocupa escola no TO e leva estudantes algemados para delegacia

editada

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Amanda Kharollyna conta que foi algemada a um menor de 15 anos (Foto: Divulgação/G1)

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